Sobre as vacinas e a Síndrome de Down

 

Novo estudo publicado pelo periódico Vacinne em 2014 apontou que não há ligação de causa – efeito entre as vacinas contra catapora, sarampo e rubéola (também conhecida por aqui como Tríplice Viral) e a Síndrome de Down. Interessante notar que este estudo foi realizado em crianças com elevado risco de desenvolverem Autismo. 

Ainda que numerosos estudos tenham -claramente demonstrado – que vacinas não causam autismo, muitos pais e tutores ainda acreditam na lenda que vacinas e autismo são relacionados, escolhendo não vacinarem suas crianças.

Eu prometi a mim mesmo que não iria falar mas, seria de bom tom que estes país fossem responsabilizados civil e criminalmente por esta escolha. Porque ? Bem, porquê além de colocarem em risco a saúde e a vida de suas próprias crianças também colocam em risco a vida de outras . Simplesmente desrespeitam o senso comum e as orientações da comunidade científica nacional e internacional. 

Mas voltando ao estudo, os pesquisadores examinaram registros de saúde e de vacinação de aproximadamente 96.000 crianças e seus irmãos mais velhos. Os pesquisadores descobriram que não havia qualquer ligação entre a vacinação com a Triplice Viral e o desenvolvimento do autismo, até mesmo nas crianças com risco elevado de desenvolvimento desta condição em função de seus irmãos e/ou irmãs mais velhas terem sido diagnosticadas com esta doença.  Como ponto de esclarecimento, outros estudos já determinaram que , ter um irmão mais velho com autismo, é fator de risco para o desenvolvimento desta condição.

O objetivo por trás deste estudo foi justamente olhar este grupo de crianças que é particularmente afetada pela crença de seus pais que tem outros filhos portadores de Down. De acordo com os pesquisadores, estes pais, são mais suscetíveis a não vacinarem seus filhos por acreditarem que a vacina contribui para o autismo.

Outros dados e estudos corroboram o que é real ; em 2012 uma revisão de pesquisas similares feita pela Cochrane Library – incluindo 15 milhões de crianças – não encontrou qualquer relação entre vacinação e autismo. Em 2014, o periódico Pediatrics revisou 67 estudos sobre o assunto e chegou à conclusão semelhante : não há como a vacina causar autismo.

THomas Frazier, diretor médico do Centro Especializado em Autismo da renomada Cleveland Clinic, explica que o problema não é a falta de dados ou estudos e sim uma questão psicológica que nem outra centena de estudos poderia mudar ; os pais relacionam as vacinas ao autismo em parte porque os sintomas e sinais deste começam a aparecer na mesma época que as crianças começam a serem vacinadas. Daí, é um passo para o fim. 

Como dizia A. Einstein, é mais fácil dividir um átomo do que quebrar um pré-conceito. Infelizmente não vacinar os filhos passa longe de ser um problema de dados ou de informação; é simplesmente medo.

 

.live happy

.to live long.

 

 

Mauro Jr.

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